HOMILIA DO NÚNCIO APOSTÓLICO
49° Assembleia Geral da CNBB
Missa de abertura da Assembleia
At 5,17-26
Salmo 33
Jo 3 16-21
Excelentíssimo Dom Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo de Mariana e Presidente da CNBB,
Eminentíssimos Cardeais,
Excelentíssimos Arcebispos e Bispos,
Assessores, convidados, irmãos e Irmãs
“Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”( Jo 3,16).
Estas palavras foram proferidas por Jesus no diálogo com Nicodemos, “um homem do partido dos fariseus, uma autoridade” (v. 1), que Jesus chamou de Mestre de Israel (v. 10). O contexto é a conversa mantida com ele sobre o nascer de novo para entrar no Reino de Deus (v. 3). A este respeito, Jesus fala do Homem: “este Homem”, indicando si mesmo, como pessoa que tem credibilidade enquanto é testemunha das coisas que ele viu - “as coisas celestes são a origem e o itinerário do Filho de Deus” (nota explicativa do v. 12, Bíblia do Peregrino, Paulus 2002, p. 2553) - e anuncia sua morte na cruz com a referência bíblica: “Como Moisés no deserto levantou a serpente, assim será levantado este Homem”.
Porque este levantamento, porque este itinerário dramático da cruz do Filho do Homem? Que tem a ver a cruz com o nascer de novo? Nicodemos interrogou Jesus sobre o significado desta expressão, permanecendo em nível físico e natural, quando lhe perguntou: “Como pode um homem nascer sendo já velho? Poderá entrar de novo no ventre materno?” (v. 4). Jesus respondeu falando do “nascer da água e do espírito” (v. 5), aludindo ao batismo. Mas a resposta correta foi: “para que quem crer nele tenha vida eterna” (v. 15).
A estas palavras seguem, em forma mais completa, aquelas que estamos citando e meditando: “Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”(Jo 3,16).
Parte da Homília da missa de abertura
da 49ª Assembleia Geral da CNBB.
Fonte: www.cnbb.org.br
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