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Por que nos confessamos?


            Por vezes, nós católicos, somos questionados o porque de conferssarmos nossos pecados com um padre. Nem sempre temos uma resposta e ficamos sem saber como agir. Mas afinal, por que nos confessamos?


            No índice doutrinal da Bíblia Ave-Maria (pg 1579) há a seguinte definição sobre confissão:
A palavra ‘confessar’ no antigo testamento apresenta três significados: louvar a Deus, engrandecer os dons de Deus, reconhecer a próprias faltas. Esses aspectos se encontram frenquentemente nas orações (expressas pelas palavras ‘louvar’, ‘bendizer’...): Ne 9,5; Sl 9,1; 17,50; 41, 7,9; etc;


            A confissão como sacramento, instituição: Mt 16, 18s; 18,18; Jo 20, 21ss.
            A instituição divina da confissão é deduzida legitimamente dos textos que prometem ou conferem o poder das chaves, poder que deve ser exercido a modo de juízo. Tal juízo não pode ser proferido sem a prévia manifestação dos pecados, pois 1) um juízo prudente e sábio não pode ser proferido sem prévio conhecimento da causa e 2) esta não pode ser conhecida sem a confissão do penitente, visto ser ele único que tem realmente conhecimento do próprio pecado e de sua malícia. Não se trata apenas de declarar perdoados os pecados, vistas as boas disposições do penitente. Em Jo 20,21ss, Jesus declara que a missão dada aos apóstolos é semelhante a que recebeu do Pai. Ora Cristo não apenas prega a remissão dos pecados ou os declara perdoados, mas perdoa-os. Portanto, assim também os apóstolos e seus legítimos sucessores não somente declaram o perdão, mas perdoam realmente, em nome de Cristo.


            O Catecismo da Igreja Católica (1446) nos traz: “Cristo instituiu  sacramento da Penitência para todos os membros pecadores de sua Igreja, antes de tudo para aqueles que depois do Batismo, cometeram pecado grave  e com isso perderam a graça batismal e feriram a comunhão eclesial. É a eles que o sacramento da Penitência oferece uma nova possibilidade de converter-se e de recobrar a graça da justificação. Os Padres da Igreja apresentam este sacramento como “a segunda tábua (de salvação) depois do naufrágio que é a perda da graça.


            Ainda no Catecismo encontramos (1455 à 1457): A cofissão dos pecados (acusação), mesmo do ponto de vista simplesmente humano, nos liberta e facilita nossa reconciiação com os outros. Pela acusação, o homem encara de frente os pecados dos quais se tornou culpado: assume a responsabilidade deles e, assim, abre-se de novo a Deus e à comunhão da Igreja, a fim de tornar possível um futuro novo.           


            A declaração dos pecados ao sacerdote constitui uma parte essencial do sacramento da penitência: “Os penitentes devem, na confissão, enumerar todos os pecados mortais de que têm consciência depois de examinar-se seriamente, mesmo que esses pecados sejam muitos secretos e tenham sido cometidos somente contra os dois últimos preceitos do decálogo, pois, às vezes, esses pecados ferem gravemete a alma e são mais prejudiciais do que os outros que foram cometidos à vista e conhecimento de todos. (...)


            Conforme o madamento da Igreja, ‘Todo fiel, depois de ter chegado à idade da discrição, é obrigado a confessar seus pecados graves, dos quais tem consciência, pelo menos uma vez por ano. Aquele que tem consciência de ter cometido um pecado mortal não deve receber a Sagrada Comunhão, mesmo que esteja profundamente contrito, sem receber previamente a absolvição sacramental, a menos que tenha um motivo grave para comungar e lhe seja impossível chegar a um confessor. As crianças devem confessar-se antes de recebe a Primeira Eucaristia.


            Pela confissão “Ele (Jesus) opera a reconciliação dos pecadores pelas páscoa de seu Filho e pelo dom de se Espírito, por meio da oração e ministério da Igreja”. (CIC 1449)
            “Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmo, e a verdade não está em nós. Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus ai está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniquidade” (I Jo 1, 8-10).
            Lembre-se: Ao se confessar, não é o padre que absolve seus pecados, mas o próprio Cristo ali representado. Confessar-se é caminho para conversão e trilha para o céu.

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